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Acolhemos, no passado dia 25 de fevereiro, uma Sessão de Esclarecimento dedicada às medidas de apoio às empresas afetadas pela Tempestade Kristin, promovida pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, em articulação com as restantes entidades competentes. A iniciativa reuniu cerca de 130 participantes, maioritariamente representantes de empresas da região da Marinha Grande e concelhos vizinhos, num momento de partilha de informação e esclarecimento de dúvidas. Estiveram igualmente presentes a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, o Banco Português de Fomento, o Instituto da Segurança Social, o IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional e a Autoridade Tributária e Aduaneira, que apresentaram os instrumentos de apoio disponíveis e responderam às principais dúvidas colocadas pelas empresas.
Resultados do Inquérito às Empresas No âmbito desta sessão, apresentámos também os resultados do inquérito realizado entre 20 e 24 de fevereiro de 2026, que contou com uma amostra de 70 empresas, maioritariamente da Marinha Grande, Leiria, Batalha, Pombal, Porto de Mós e Alcobaça. A amostra é fortemente representativa do cluster dos moldes e plásticos, com 31% de empresas de Fabrico de Moldes para Injeção de Plástico e 22% de empresas de Injeção de Plásticos. Cerca de 20% representam outras áreas de atividade, como hotelaria, produção de vinhos, serração de madeiras, formação ou fabrico de embalagens plásticas. Em termos de dimensão, 39% das empresas têm entre 11 e 50 trabalhadores, sendo que 26% correspondem a microempresas. O principal desafio identificado foi a falta de internet (61%). Importa salientar que, à data do inquérito, 15% das empresas referiam ainda vias de acesso destruídas ou bloqueadas. Destaca-se igualmente que 32% das empresas reportaram níveis de destruição entre 25% e 50%, um valor que evidencia a dimensão do impacto. Ao nível dos meios produtivos, 72% das empresas indicaram interrupção parcial da atividade. No momento do inquérito, 37% das empresas encontravam-se a laborar sem restrições operacionais, enquanto as restantes reportavam quebras de atividade entre menos de 20% e 90%. Relativamente ao tempo previsto para a retoma integral, 41% indicaram não saber ainda quando seria possível retomar à atividade em pleno, um dado que reflete a incerteza ainda presente no tecido empresarial da região. Os maiores prejuízos identificados foram a dificuldade no cumprimento de prazos com clientes (28%) e a dificuldade na retoma da operação normal (21%). Atualmente, as empresas apontam como principais prioridades a recuperação de instalações e equipamentos (34%), a urgência na identificação de fornecedores para reparações (17%) e o apoio financeiro/liquidez (16%). Foi identificado o top 5 de medidas prioritárias Curto prazo:
Continuaremos a acompanhar a evolução da situação, mantendo o compromisso de proximidade com o tecido empresarial e contribuindo ativamente para a identificação de soluções que apoiem a recuperação e o reforço da competitividade da região. Os comentários estão fechados.
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Fevereiro 2026
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